Archive for Novembro, 2009

quanta poesia em viver.

há um poeta em cada esquina.
uma história a ser desvendada, um mistério, um romance cheio de dramas.
há personagens a minha volta, desempenhando seus papéis tão bem tramados enquanto sou platéia.
e tanta vida, alegria e desespero, pro tempero desses dias vis. alegorias, acessórios, fantasias, completando o faceiro descobrimento de mim.
há um palco em cada praça e um palhaço dentro da gente que ri. ri do relógio, do tropeço, da pipoca, das palavras.
e fugindo em cada um, um leão pronto pra rugir.
há poesia nessas estradas do fim de tarde, onde corremos nossos pés através das rodas e o pensamento voa longe.
são lembranças essas vaquinhas pastando na montanha, meio tortinho.
e nas paredes dessas casas abandonadas pelo tempo, roubando frutas das manhãs iluminadas pra pescar.
e há metáforas, ensaios, adjetivos, palavras de menos e esperas demais.

Novembro 24, 2009 at 11:06 pm 1 comentário

te amarei pra sempre

e era preciso ver pra crer, ler todas as mensagens, ler tudo que nós éramos, saber, o que nós somos.
e eram tantas palavras, tantas ao vento, nem maiores nem menores do que as de agora.
minto,sempre serão menores do que as de hoje.
é preciso acreditar nisso. acreditar nos verões, acreditar nesse sentimento que existe em nós no exato instante em que penso tudo isso.
ver todas aquelas fotos, olhar suas fotos, olhar essas desalianças.
era preciso. tão dolorido quanto preciso. encarar os fatos, não mudar as idéias, aceitar o passado e nossos desamores.
e ter medo: se acabou tanto amor que era sincero, esse também vai acabar?
mas nessa hora, nesses instantes de pouco tempo, sinto que proclamo o que chamamos de agora. a estrada tão bonita que me junto a você.
___________________________
e eu te amarei pra sempre.

Novembro 15, 2009 at 9:48 pm Deixe o seu comentário

sobre 17 e o mundo ao meus pés

eu tinha 17 anos e escrevia coisas lindas, e tinha todo um mundo e tinha tantas dúvidas. eu tinha 17 e não sabia que tinha, achava que era sempre mais ou sempre menos, nunca tão ímpar, tão antecessor.
mas queria coisas parecidas, pois ainda era eu, só que agora eu quero tudo e mais cinco anos.
eu tinha 17 e fazia rimas, e gostava de los hermanos mais que hoje e conhecia menos música que hoje.

seriados que não existiam, meu diploma não existia, esse computador não existia, essa frase muito menos.
e existiam outras coisas que ainda existem mas não lembro mais.

eu tinha 17 e isso me traz nostalgia mas não me trás vontade de voltar.
sei que cada dia para frente é um dia a menos para mim, nesse contador de lorotas.
mas sei também que cada dia que vivo é um presente.

quando eu tinha 17 eu talvez não pensasse assim, mas agora penso.

mesmo sendo eu, sou eu, só que anos depois.
hoje sou mais feliz.

Novembro 2, 2009 at 9:05 pm 1 comentário


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