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Novembro 18, 2014 at 8:23 pm Deixe um comentário

Redesenho para Convite

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Novembro 18, 2014 at 6:14 pm Deixe um comentário

Considerações sobre Daniela.

E fui contando à ela, numa tarde chuvosa, aquela história que eu repetia casualmente, sobre as peripécias da minha infância. Ela estava deitada no meu colo, ouvidos atentos, como se tudo que fosse dito naquele momento fosse decisivo e mais importante do que qualquer outra coisa do mundo. Aquilo me tranqüilizava, me deixava mais à vontade para fazer minhas graças. E ela ria… ela sempre ria para mim. Primeiro o lado direito e depois o esquerdo, o sorriso dela ia se materializando até me iluminar inteira.
Teve outro dia, será que te conto?
A velocidade nunca foi meu forte mas, com o tempo, aprendi a dirigir sem que todos os carros me passassem, não que eu me incomodasse muito com isso. As mãos dela envolviam minha cintura na moto, de forma a se segurar dos solavancos, mas era mais. Eu sabia. Ela estava me protegendo, do mesmo jeito que faz, tão lindinha, quando dorme comigo. Atravessa teus braços em mim e não diz, mas eu sinto “Tô te cuidando”.
Sempre ela nas distâncias que percorro, no meu pensamento. É teu cheiro vindo maroto, com qualquer vento. E tua voz… Procuro ela entre os cabelos ruivos da avenida, e ela não está, mesmo estando. A procuro e já a achei, tempos antes..são esses quilômetros. Tristes, mas até eles: É nossa saudade estampada em cada placa, cada terminal rodoviário, cada relógio e calendário. É o tempo, novamente. Mas sei que não temo mais nada, porque estou com ela e ela me faz mais feliz do que qualquer outra. Do que sobremesa de domingo, filme bom repetido, passar em exame de motorista, descobrir que se curou da doença, ler aquele livro tão esperado, ganhar presente fora de época. Tudo isso é bom, mas nem se compara. Estar com ela é sempre o dobro, de todo o resto.
E eu que via em preto-e-branco e um céu cinza… eu que andava vendo apenas chuvas e bueiros. E caras tristes. Agora vejo tudo que existe e suas cores, em mínimos detalhes.
Ela me coloriu.

Fevereiro 25, 2010 at 2:21 pm 1 comentário

p-a-l-a-v-r-a-s

eram gritos ecoando pelas paredes, três duma cor, outra de outra. ou eu não sei o que era mesmo sabendo.
faltava um tanto, que vi partir, exatamente.
era dor, era dor branca, mas era dor. atravessava meu tórax e trazia para dentro de mim, pra passear no estômago, aquelas velhas borboletas.
da dor que é boa porque me lembra, porque comprova, porque aceita, porque coexiste com o contrário sendo menor. só é dor porque sou feliz.
quantas palavras, p-a-l-a-v-r-a-s. mais fortes e concretas do que qualquer muro bem construído por aí. suas letrinhas pela minha janela, muito mais, pensamentos, vontade, você-essência, eu-inteira e nós-espera; tuas frases dão em mim um livro todo que eu leio e não me canso, porque não tem fim.
e mesmo elas, dicionário inteiro, tão inexato em suas definições-catástrofe. indecifra o que sinto, mesmo quando tento. e como tentamos!

será que é porque te amo? e é amor? não, é bem mais.

Fevereiro 9, 2010 at 1:10 am 1 comentário

quanta poesia em viver.

há um poeta em cada esquina.
uma história a ser desvendada, um mistério, um romance cheio de dramas.
há personagens a minha volta, desempenhando seus papéis tão bem tramados enquanto sou platéia.
e tanta vida, alegria e desespero, pro tempero desses dias vis. alegorias, acessórios, fantasias, completando o faceiro descobrimento de mim.
há um palco em cada praça e um palhaço dentro da gente que ri. ri do relógio, do tropeço, da pipoca, das palavras.
e fugindo em cada um, um leão pronto pra rugir.
há poesia nessas estradas do fim de tarde, onde corremos nossos pés através das rodas e o pensamento voa longe.
são lembranças essas vaquinhas pastando na montanha, meio tortinho.
e nas paredes dessas casas abandonadas pelo tempo, roubando frutas das manhãs iluminadas pra pescar.
e há metáforas, ensaios, adjetivos, palavras de menos e esperas demais.

Novembro 24, 2009 at 11:06 pm 1 comentário

te amarei pra sempre

e era preciso ver pra crer, ler todas as mensagens, ler tudo que nós éramos, saber, o que nós somos.
e eram tantas palavras, tantas ao vento, nem maiores nem menores do que as de agora.
minto,sempre serão menores do que as de hoje.
é preciso acreditar nisso. acreditar nos verões, acreditar nesse sentimento que existe em nós no exato instante em que penso tudo isso.
ver todas aquelas fotos, olhar suas fotos, olhar essas desalianças.
era preciso. tão dolorido quanto preciso. encarar os fatos, não mudar as idéias, aceitar o passado e nossos desamores.
e ter medo: se acabou tanto amor que era sincero, esse também vai acabar?
mas nessa hora, nesses instantes de pouco tempo, sinto que proclamo o que chamamos de agora. a estrada tão bonita que me junto a você.
___________________________
e eu te amarei pra sempre.

Novembro 15, 2009 at 9:48 pm Deixe um comentário

sobre 17 e o mundo ao meus pés

eu tinha 17 anos e escrevia coisas lindas, e tinha todo um mundo e tinha tantas dúvidas. eu tinha 17 e não sabia que tinha, achava que era sempre mais ou sempre menos, nunca tão ímpar, tão antecessor.
mas queria coisas parecidas, pois ainda era eu, só que agora eu quero tudo e mais cinco anos.
eu tinha 17 e fazia rimas, e gostava de los hermanos mais que hoje e conhecia menos música que hoje.

seriados que não existiam, meu diploma não existia, esse computador não existia, essa frase muito menos.
e existiam outras coisas que ainda existem mas não lembro mais.

eu tinha 17 e isso me traz nostalgia mas não me trás vontade de voltar.
sei que cada dia para frente é um dia a menos para mim, nesse contador de lorotas.
mas sei também que cada dia que vivo é um presente.

quando eu tinha 17 eu talvez não pensasse assim, mas agora penso.

mesmo sendo eu, sou eu, só que anos depois.
hoje sou mais feliz.

Novembro 2, 2009 at 9:05 pm 1 comentário

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